Imagine chegar segunda-feira e descobrir que nenhum computador da prefeitura liga o sistema: arquivos com extensão estranha, uma mensagem pedindo pagamento em criptomoeda e serviços ao cidadão parados. Esse é o ransomware, o tipo de ataque que mais causa prejuízo a órgãos públicos no mundo — e o Brasil já registrou diversos casos em prefeituras, tribunais e hospitais.
Como o ataque acontece
- Entrada: quase sempre por e-mail de phishing, senha vazada ou acesso remoto exposto na internet sem proteção.
- Movimentação: o invasor passa dias ou semanas explorando a rede, buscando servidores e backups.
- Roubo de dados: muitos grupos copiam os dados antes de criptografar, para ameaçar com vazamento (dupla extorsão).
- Criptografia: de uma vez, arquivos e sistemas ficam inacessíveis.
- Extorsão: pedido de resgate com prazo.
Prevenção: as 8 medidas que mais funcionam
- Backup 3-2-1: três cópias, em dois tipos de mídia, uma fora da rede ou imutável. É o que permite recuperar sem pagar.
- Teste de restauração periódico.
- Autenticação em dois fatores em e-mail, VPN e sistemas administrativos.
- Nada de acesso remoto (RDP) aberto direto para a internet.
- Atualizações de sistema operacional e softwares em dia.
- Privilégio mínimo: usuário comum não é administrador da máquina.
- Segmentação de rede: a rede da saúde não deve enxergar a da tributação.
- Treinamento contra phishing, com simulações.
O que fazer se a prefeitura for atacada
Nas primeiras horas
- Isole as máquinas afetadas da rede (desconectar cabo e Wi-Fi) — não desligue sem orientação técnica, pois isso pode apagar evidências;
- Acione o plano de resposta a incidentes e a equipe responsável;
- Preserve evidências (mensagens de resgate, registros).
Nos primeiros dias
- Comunique as autoridades policiais e, havendo dados pessoais envolvidos, avalie a comunicação à ANPD e aos titulares, como prevê a LGPD;
- Comunique o cidadão com transparência sobre serviços afetados e alternativas;
- Restaure a partir de backups limpos, após eliminar o acesso do invasor.
Sobre pagar o resgate Órgãos de segurança costumam desaconselhar o pagamento: não há garantia de devolução, financia o crime e, no setor público, esbarra em sérios impedimentos legais e orçamentários. Por isso, o backup é a verdadeira apólice de seguro.
Continuidade dos serviços
Tenha um plano de continuidade simples: quais serviços são críticos (saúde, folha, arrecadação), como funcionar em contingência e em quanto tempo cada um precisa voltar. Sistemas em nuvem com backup gerenciado reduzem drasticamente o tempo de recuperação.
Checklist rápido
- Backup fora da rede testado no último mês
- Dois fatores no e-mail de todos os servidores
- Nenhum acesso remoto exposto sem VPN
- Lista de contatos de emergência impressa
- Plano de resposta aprovado e conhecido
Conclusão
Ransomware não é questão de "se", mas de "quando". O órgão preparado perde horas; o despreparado, semanas — e a confiança do cidadão. A GM Tecnologia desenvolve sistemas públicos em nuvem com backups automáticos e controle de acesso. Solicite um diagnóstico.
